O trabalho de um contador de histórias

     Histórias são universais todo mundo gosta de ouvir uma boa história, independente de idade, gênero, nacionalidade. Seja ela uma música, um livro, um desenho ou até mesmo apenas um círculo de amigos conversando. Há quase tantas opções quanto tipos de público, ou seja, para cada história tem alguém que se interessará por ela.
    Isso do ponto de vista do espectador, mas o que elas significam para a pessoa que as cria? Outro dia estava conversando com um amigo, um contador de histórias como eu, e me deparei com um pensamento interessante. A essência de criar está intrínseca em nós. Não é apenas uma motivação ou um hobby, a história não está para nós, nós estamos para a história. É como se estivéssemos colocando algo pra fora, de natureza boa ou ruim, e moldando para transformar aquilo em uma narrativa, como um verdadeiro artesão. A criação nos faz sentirmos vivos e dá propósito para a própria existência do criador. 
    Além de que, talvez você não saiba, mas a maioria das histórias são de cunho muito pessoal para o autor, ou seja, ele literalmente coloca a própria essência no que trabalha. Talvez por isso que seja algo tão forte e importante, você pega um sentimento ou um pensamento que faz você ser quem você é e entrega para os outros apreciarem. É um ato de coragem e de amor.
    Porém, não me entendam errado, de modo algum estou excluindo quem não cria, pois o ato de contar algo é um fator presente em todos os seres humanos desde o início dos tempos, sem exceção. Muito pelo contrário, todos tem potencial para ser um criador, basta ter um ideia, força de vontade e dedicação para tirá-la da cabeça.
    Esse é um recado para todos com uma história no coração esperando para ser contada (eu inclusa): Não desista de criar e continuar tentando, pois sempre terá alguém que irá simpatizar e gostar do que também te toca. Lembre sempre que mundo sem histórias é um mundo vazio.

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