Afonso Martins
Karma está caminhando por entre uma vizinhança tranquila, completamente vazia. Composta principalmente de pequenos sobrados colados uns aos outros, sem quintal, com a rua bem estreita e uma padaria de bairro na esquina. Mesmo não tendo nenhuma alma, curiosamente ouve-se sons de crianças alegres correndo e brincando, além de algumas vozes abafadas de adultos. Ela está como uma mulher em seus 30 anos, usa um vestido de alça rodado cor salmão e botas coturno, junto de um boné preto escrito “Karma” estilizado como uma capa de álbum de heavy metal. Ela observa com atenção o bairro que, apesar de calmo, exala uma aura um pouco assustadora. - Hmm, interessante. Ela estende a mão para a direita e aparece um papel, sempre junto do fio ver...